Já a tenda de carnaval foi uma desilusão: falta de imaginação na decoração de algumas tascas, horário de abertura desajustado e pobreza nos menús.
Ora então não seria de aproveitar e abrir as tasquinhas, por exemplo, às 20h?´
Quem quer ir para a folia carnavalesca opta por tomar uma refeição tipo petisco e, se o ambiente estiver bom, os grupos mantêm-se pela noite dentro. A essa hora, já o pessoal tinha dispersado para lugares que oferecem animação.
A própria tenda foi mal aproveitada: quem se sentasse a comer, se estivesse virado para o mosteiro aproveitaria a beleza do monumento, de preferência bem iluminado.
Ás 22h ainda não se percebia bem onde era a entrada pois só a saída estava aberta. Ao entrar apercebemo-nos que as tasquinhas ainda não tinham quase nada exposto para nos deliciar a vista e muitos, ainda estavam a colocar os trocos nas caixas.
O meu grupo procurou uma tasca onde comer um petisco mas....bifanas, bifanas, bifanas; café da avó e filhoses....e....pão com chouriço!
Bem decorada estava a tasca da associação de pais dos Covões, que se preocuparam com a mesma. O mesmo para a tasca da Ataija!
Mas e a Brites de Almeida que até tem o nome de uma lenda de Aljubarrota, vai decorar com um leque? Que falta de imaginação!
Com a carga do nome Brites de Almeida seria de bom tom ter uma decoração alusiva à terra e às suas lendas. Os turistas que visitassem a tenda carnavalesca ficariam com a imagem e a terra sairia promovida.
Mas parece que imaginação não existe e só aderem a determinados eventos, visando o lucro para ajudar a pagar obras, que aliás, de pouco devem servir porque nunca promovem eventos de carácter desportivo ou cultural, como é missão de uma colectividade.
Gostava muito que este tipo de eventos não fossem projectados em cima do joelho e apenas para apresentar serviço. Estas coisas ou se fazem bem ou ainda afastam mais quem ainda acreditava na hipótese de Alcobaça voltar a ter brilho carnavalesco



